Análise e enquadramento estratégico da área

A área das TI’s assume hoje em dia um papel estratégico determinante para o sucesso da recuperação económica da Região Autónoma da Madeira. Por um lado, o patamar de excelência atualmente atingido é digno de relevo; por outro lado, o potencial de crescimento económico nesta área continua a ser bastante elevado. Acresce a estes dois factores a atratividade que a Região apresenta para esta área por existência do CINM e também devido ao baixos custos de distribuição do software per se.

Relativamente ao primeiro ponto, os marcos, metas e realizações alcançados nesta área falam por si. Se há uma década atrás a Madeira era conhecida apenas como destino turístico, ela hoje é reconhecida internacionalmente pelo estabelecimento e continuação do programa CMU-Portugal, pela existência de investigação de excelência na área das tecnologias interativas, pela criação do primeiro instituto de inovação nesta área e pelo tecido empresarial com tradição de inovação.

Neste contexto, o grupo de trabalho propõe que a fonte de orientação dos fundos Europeus para ID&T+i seja focada nas empresas, nas reais necessidades do mercado global e em nichos de excelências nos quais a RAM se poderá distinguir.

Contudo, como em qualquer área existem também ameaças e pontos fracos. O grupo de trabalho elaborou a seguinte análise SWOT:

Pontos Fortes:
–         Existência do único Instituto de Inovação com foco na área (Madeira-ITI);
–         Parcerias internacionais na área que podem e devem ser aproveitadas (programa CMU Portugal);
–         Tecido empresarial das TI’s muito dinâmico, empreendedor e virado para o mercado global, fortemente orientado à inovação;
–         Investigação de excelência nesta área (FCT avalia o centro de investigação do M-ITI como “Excelente”).
 

Pontos Fracos:
–         Necessidade de maior ligação entre empresas e investigação;
–         Má conjuntura económico-financeira regional, nacional e internacional;
–         Fraca taxa de obtenção de fundos Europeus, muita dependência na FCT;
–         Dificuldade grande em reter investigadores séniores, por motivos financeiros;
–         Dificuldade na atração de mais alunos de Mestrado e Doutoramento em particular da Europa;
–         Equipamentos laboratoriais ainda são insuficientes, o que impede o desenvolvimento de protótipos de larga escala;
–         Distância física dos grandes centros de decisão e de investimento;
–         Dificuldade das empresas regionais (existentes ou startups) se afirmarem e desenvolverem no mercado externo por questão de afastamento e falta de ligações empresariais.
 

Ameaças:
–         Incerteza crescente quanto à obtenção de fundos públicos nacionais, dada a situação financeira atual do país;
–         Pouca tradição e cultura de I&DT+I ao nível político e empresarial, e também (surpreendentemente) na própria Universidade da Madeira;
–         Risco elevado de “brain-drain” com fuga de peritos para outros países;
–         Dificuldade de atração e retenção de bons investigadores;
–         Risco das empresas regionais não acompanharem a evolução da Universidades, deixando-a assim isolada e sem suporte empresarial local.
 

Oportunidades:
–         Empresas estão mais abertas às áreas interdisciplinares das TI’s, como por exemplo interfaces, design, sustentabilidade;
–         A expansão da rede de colaboradores do M-ITI com instituições da UE pode influenciar de forma crítica a capacidade de construir bons consórcios europeus e aceder ao financiamento do programa-quadro;
–         Possibilidade de aumento da capacidade produtiva através da criação de uma carreira de investigação que incorpore os investigadores doutorados existentes na RAM;
–         Disponibilidade de stakeholders industriais para parcerias futuras;
–         Maior intercâmbio entre empresas (regionais/ nacionais/ internacionais) e centros/serviços de I&DT+I pode produzir bons resultados.

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