Descrição da área

A área das TI’s envolve uma variedade tão significativa quanto o seu impacto na economia regional e global. A própria composição do painel reflete essa diversidade, estando representadas empresas de dimensão e áreas de atuação distintas, como a seguir se exemplifica.

Algumas empresas, como a EEM, têm preocupações ao nível das TI’s que são muito diferentes de outras. A EEM S.A., por exemplo, é a empresa regional responsável pela produção, transporte e comercialização de energia eléctrica na RAM. Atualmente funciona em mercado fechado em virtude de uma derrogativa da união europeia, sendo no entanto regulada pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, que define as regras de todos os aspetos do negócio. Assim, o desenvolvimento das TI’s na EEM está focalizado, em primeiro lugar, no cumprimento dos requisitos legais e, em segundo, na implementação de ferramentas que possibilitem a optimização do negócio. Estando a empresa verticalmente integrada, todas as áreas das TI’s têm aplicação direta nos nossos sistemas. De salientar o esforço que a EEM despende na integração de sistemas (em muitos casos interligação entre diversos sectores de atividade da empresa), nos processos de data mining e nos processos de alteração/customização do ERP instalado. Atualmente a EEM conta nos seus quadros com onze colaboradores nas áreas de TI’s, sendo que os projetos com esta envolvência, habitualmente, contam com a colaboração de elementos associados às várias áreas da empresa bem como a diversos fornecedores externos. A Zon Madeira é semelhante à EEM em termos de objectivos, estratégia de atuação e preocupações no que diz respeito às TI’s.

No entanto, existem empresas, como a Innovisoft, Logica e Expedita, para as quais existem menos problemas ao nível da integração das TI’s mas que estão dependentes de uma constante procura pela inovação nas TI’s. Tal terá sido o caso, por exemplo, da Logica, que fundou na Região um núcleo de I&D próprio e que se dedica à realização de projectos de investigação aplicada, em colaboração com o Madeira-ITI e outros parceiros. O mesmo sucede com a Innovisoft e outras empresas das TI’s que necessitam efetivamente de investir em I&D para poderem competir.

O Madeira Interactive Technologies Institute (Madeira-ITI) é o primeiro instituto de inovação da Universidade da Madeira, estabelecido como uma associação privada sem fins lucrativos dedicada à investigação e desenvolvimento, cujos membros fundadores são a Universidade da Madeira, o Madeira Tecnopolo S.A. e a Universidade de Carnegie-Mellon. O Madeira-ITI opera no domínio multidisciplinar da Interação Humano-Computador, encapsulando contribuições das áreas de Informática, Psicologia e Design de forma a responder a importantes desafios científicos e tecnológicos que são relevantes para a sociedade e que comportam um significativo impacto económico. Tirando partido da rigidez e falta de massa crítica observáveis em Portugal, o M-ITI tem sido bem sucedido ao criar um instituto verdadeiramente internacional e interdisciplinar na área de Interação Humano-Computador. Ao contrário da maioria dos centros em Portugal que colocam o enfoque em áreas técnicas muito específicas no interior do largo espectro da Interação Humano-Computador, o M-ITI tem sido particularmente bem sucedido ao conjugar novas áreas onde a base tecnológica e a infraestrutura podem ser utilizadas para resolver problemas importantes, como a sustentabilidade, redes sociais, design e modelação de sistemas complexos. Graças à colaboração estreita com o Human-Computer Interaction Institute da Carnegie-Mellon University, o M-ITI aprendeu a integrar a cultura e filosofia da Carnegie-Mellon: a ênfase no trabalho interdisciplinar, o enfoque em ir além da usabilidade, o uso intensivo de dados e em particular o objectivo de causar impacto no mundo.

Após ponderação e análise pelo painel, algumas conclusões surgiram relativamente à forma como a área sectorial das TI’s se deve interpretar na RAM. Por um lado, foram apontadas uma série de áreas que no fundo são uma ciência, um aspeto muito transversal a todas as áreas de comunidade: já existe através do M-ITI uma área que deve obviamente ser explorada que é a área da Interação Humano-Computador. A Engenharia de Software, por não exigir grandes esforços ao nível da distribuição do produto de software.

Houve ainda quem considerasse que a Energia podia ser ainda mais aproveitada na sua componente das TI’s, nomeadamente ao nível da manutenção, dos consumos, optimizando consumos ao nível particular, mas também ao nível da rede em geral.

Considera-se também que a área da Saúde tem uma importância muito grande. Além disso o Turismo: sem qualquer dúvida que é uma das principais áreas da economia regional. Foi também apontado o caso específico do Design, em conjunto com as Ciências da comunicação que depois leva a uma maior propagação e divulgação de tudo o que tem relevância para o Turismo aqui na Região Autónoma da Madeira.

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