Análise das prioridades de investigação na área

A saúde na RAM caracteriza-se em traços gerais por indicadores operacionais e de gestão plasmados nas publicações nacionais e regionais (NUTS II e do Plano Regional de Saúde 2011/2016).

A situação geoestratégica, as alterações climáticas, a genética humana e os conhecimentos adquiridos são essenciais para a elaboração de um mapa estratégico para a investigação em saúde na RAM no Horizonte 2020.

O clima da RAM é subtropical. A evolução da temperatura máxima revela uma tendência positiva, caracterizando-se, a partir de 1975, por um aumento de 0.51oC/ década.

A evolução das condições sócio-económicas e higieno-sanitárias contribuiu para um aumento da esperança de vida.

Os valores da esperança média de vida à nascença são na RAM, em 2006, de 69,40 anos para os homens e de 78,40 anos para as mulheres. A natalidade apresenta uma variação percentual negativa, no período entre 2000 e 2008 de -18,7%.

Em 2009 a esperança de vida saudável aos 65 anos era menor em Portugal (homens: 6,6 anos; mulheres: 5,4 anos), quando comparada com Espanha (homens: 9,2 anos; mulheres: 8,4 anos).

Enquanto estimativas internacionais apontam a nível mundial para uma população de idosos, em 2025, superior a 835 milhões, na RAM as projecções para 2050 revelam um aumento da população residente de 4% e um aumento da população idosa de 116%.

As principais causas de morte na RAM, em 2006, foram as Doenças do Aparelho Circulatório (233,500/000), os Tumores Malignos (167,600/000) e as Doenças do Aparelho Respiratório (144,000/000).

Em 2006, a taxa de mortalidade padronizada por todas as idades por doença isquémica do coração, mostra que na RAM (47,400/000) era superior ao verificado em Portugal Continental (46,100/000). Na RAM (9,100/000), a mortalidade por doença isquémica do coração na população com idade inferior a 65 anos, segundo a taxa de mortalidade padronizada, é menor do que em Portugal Continental (11,500/000).

Os tumores malignos mais frequentes são, por ordem de frequência: tubo digestivo (35,8%), aparelho respiratório (16,9%) e aparelho genitourinário (14%).

Na RAM em 2005/2006 em relação aos factores de risco: excesso de peso (19,2%); HTA (13,1%); fumadores (20,3%); bebidas alcoólicas (35,1%).

A auto-avaliação da saúde na RAM revelou que 52,3% da população acha o seu nível de saúde muito bom ou bom.

As áreas de intervenção nesta área estratégica na RAM estarão de acordo com as características populacionais: o envelhecimento populacional (aumento de 14% de pessoas maiores de 65 anos no período de 2000 a 2010); as doenças genéticas (coeficiente médio de consanguinidade elevado), metabólicas, as doenças infecciosas e as doenças oncológicas (proporção de 17% das causas de mortalidade).

A seleção destas áreas sectoriais baseou-se no “know-how” adquirido ao logo dos anos por investigadores da UMa e da Unidade de Investigação de Cardiologia do SESARAM, EPE e no interesse regional e europeu na gestão integrada das doenças crónicas, oncológicas, genéticas e infecciosas emergentes.

A filosofia plasmada no plano permite iniciar outros projectos na área da saúde, os quais serão seleccionados de acordo com critérios de mortalidade, morbilidade, importância sócio-económica e implicação directa na qualidade de vida das populações, assim acresce a necessidade de promover estudos em áreas de saúde comunitária, nomeadamente na etiopatogenia e prevenção e terapêutica de doenças emergentes.

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